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Volume 4 – Número 9

A influência da música no tempo e na quantidade de passadas durante a marcha da criança com paralisia cerebral
Este estudo objetivou verificar quantitativamente se a música influencia na locomoção de crianças com Paralisia Cerebral. Para tanto, foi utilizado o teste Time Up & Go, o qual mensura a mobilidade funcional do levantar, sentar e marcha. O teste foi aplicado a quatro crianças com diparesia espástica. A mensuração de tempo e número de passadas foi obtida, respectivamente, por meio de cronômetro e pedômetro, e verificou-se a ocorrência de diferença na execução da tarefa sem cantar e cantando uma música da preferência da criança. Os resultados demonstraram a existência de diferença média significativa entre a situação de cantar e não cantar, tanto em tempo quanto em passadas. Em ambas as variáveis, houve redução nos valores, quando se realizou a atividade cantando. A redução no tempo foi de 11,63s±2,65 para 9,38s±1,46, e em passadas foi de 15,75±3,91 para 11,08±5,26. Verificou-se que as crianças avaliadas realizaram com maior eficácia a tarefa quando utilizaram a música cantada como coadjuvante.
Descritores: Fisioterapia - Música - Paralisia cerebral - Transtornos motores - Marcha.
Angela Maria Dias, Marilena do Nascimento, Carlos Bandeira de Mello Monteiro, Ludmila Christina Simões Poyares, Silvia Regina Pinheiros Malheiros
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2009; 4(9):2-7.
Influência hormonal nas manifestações gengivais em meninas com paralisia cerebral
Poucos estudos retratam a situação bucal de crianças e adolescentes em relação à doença periodontal. Entretanto, reconhece-se que a gengivite de severidade variada é frequente nesta população. Este estudo tem como objetivo avaliar a infuência hormonal nas manifestações gengivais em meninas com Paralisia Cerebral. Foram selecionadas 19 voluntárias, com 14 anos de idade em média, atendidas na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD – SP). A avaliação clínica foi baseada em sondagem dos sulcos gengivais, placa visível e índice de sangramento gengival, em três momentos do período menstrual. A média de pontos de sangramento foi de 0,41; 0,34 e 0,27, respectivamente. Observaram-se valores decrescentes do início até o estágio final da menstruação. A média de profundidade de sondagem foi de 1,63; 1,69 e 1,68, respectivamente. Os resultados obtidos permitem entender que não houve, na população estudada, relação direta entre alteração hormonal e doença periodontal durante o período menstrual.
Descritores: Gengivite - Ciclo menstrual - Hormônios sexuais - Paralisia cerebral.
Helena Emiko Tunouti Yogi, Marcelo Furia César, Danilo Antonio Duarte
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2009; 4(9):8-12.
Relação entre a dominância hemisférica e o hemisfério acometido em pacientes com acidente vascular encefálico: Análise retrospectiva
Com o objetivo de estudar a incidência do hemisfério cerebral acometido por acidente vascular encefálico (AVE), fo-ram analisados os prontuários de 100 pacientes com essa patologia, matriculados no Setor de Reabilitação da Associa-ção de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Os resultados mostraram que as lesões cerebrais decorrentes de um AVE acometeram com maior frequência o hemisfério cerebral não dominante. Aspectos anatômicos relacionados a estes achados são discutidos.
Descritores: Acidente vascular encefálico - Dominância hemisférica - Polígono de Willis.
Camila Maria Baptista Palazzi, Ricardo José de Almeida Leme
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2009; 4(9):13-18.
Verificação quantitativa da utilização do ponto chave para a facilitação da marcha na paralisia cerebral
Verificou-se neste trabalho se a técnica denominada por Bobath de ponto chave propicia maior função motora grossa durante atendimento fisioterápico no tratamento da PC. Por meio dos pontos-chave o fisioterapeuta pode controlar e guiar o movimento do corpo facilitando a criança a reagir ativamente durante diferentes movimentos. A eficácia da utilização da técnica de ponto chave na facilitação da marcha em 10 pacientes (3 a 10 anos de idade) com PC do tipo diparesia espástica foi analisada quantitativamente. Para tanto, aplicaram-se os itens da dimensão “E” (andar, correr e pular) da Mensuração da Função Motora Grossa (GMFM) com e sem a utilização de ponto chave. A análise dos valores obtidos com e sem a utilização do ponto chave nos 24 itens da dimensão “E” do GMFM evidenciou maior função motora com a utilização do ponto chave em 19 itens (79%); nos demais cinco itens (21%) a funcionalidade observada foi similar, independentemente da utilização de ponto chave. Os resultados demonstraram, portanto, que houve diferença significativa entre as avaliações com e sem utilização do ponto chave na maioria dos itens da dimensão “E” do GMFM durante atendimento fisioterápico.
Descritores: Paralisia cerebral - Diparesia espástica - Mobilidade - Fisioterapia.
Carlos Bandeira de Mello Monteiro, Monica Morim Barbosa, Sabrina Sanches Gerleman, Vivian Halabiyah Torino
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2009; 4(9):19-24.
Influência da órtese de membro inferior no equilíbrio estático e dinâmico na paralisia cerebral diparética
O objetivo deste estudo foi analisar a influência da AFO no equilíbrio de um indivíduo com PC diparética (PC-D), a partir do relato de caso de um indivíduo do gênero masculino, 8 anos de idade, diagnóstico clínico de PC-D, em uso da AFO. Avaliou-se a Dimensão Em pé e Andar/correr/pular da escala GMFM-66, e a postura estática bípede pela Biofo-togrametria, com e sem o uso da órtese. Observou-se aumento do escore médio do GMFM-66 de 66,69 (sem órtese) para 70,39 (com órtese). Na análise postural estática houve diminuição dos ângulos posturais com o uso da órtese. O uso da AFO possibilitou melhora no equilíbrio dinâmico e estático de um indivíduo com PC-D.
Descritores: Paralisia cerebral - Equilíbrio - Postura - Marcha - Órteses.
Cristina Iwabe, Joice Aparecida de Oliveira, Milena Danieli de Assis
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2009; 4(9):25-30.
Aspectos cognitivos e comportamentais na paralisia cerebral hemiplégica
Esta revisão foi desenvolvida para identificar e demonstrar as principais alterações cognitivas e comportamentais e suas implicações para o desenvolvimento de crianças com paralisia cerebral. A etiologia da paralisia cerebral é bastante variável e a prevalência tem aumentado nos últimos anos; as alterações motoras interferem no comportamento social e na dependência dos pais; inteligência é preservada na maioria dos casos; são encontrados déficits específicos no processamento da linguagem, atenção, habilidades visoespaciais e comportamentais. O tratamento melhora as habilidades funcionais, maximizando o potencial da criança e da família para lidar com a rotina diária, conforme as redefinições da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). O desenvolvimento de estudos voltados para a investigação de funções cognitivas específicas e alterações comportamentais pode contribuir de maneira significativa para a reabilitação mais funcional, com foco na qualidade de vida.
Descritores: Paralisia cerebral - Cognição - Comportamento - Reabilitação.
Patrícia Martins de Freitas, Thiago da Silva Gusmão Cardoso, Gustavo Marcelino Siquara
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2009; 4(9):31-37.
Opções terapêuticas para o pé equino em crianças com diplegia espástica
O pé equino é uma das deformidades mais encontradas no diplégico e suas anormalidades se agravam à medida que a criança cresce e ganha peso. O manejo da espasticidade melhorou com o uso da toxina botulínica tipo A como intensificador e facilitador do tratamento fisioterapêutico, sendo as cirurgias realizadas mais tardiamente para a musculatura contraturada e deformidades ósseas. A fisioterapia é a terapêutica de base do pé equino, e deve ser iniciada o mais precocemente possível. Outros auxiliares no tratamento do pé equino são as órteses, os fármacos e a tala seriada. Para que os resultados sejam satisfatórios requer não só a aplicação desses procedimentos, mas também a dedicação do paciente, de seus pais (ou cuidadores) e, ainda, o entendimento de que a reabilitação intensiva envolve uma abordagem multidisciplinar.
Descritores: Paralisia cerebral - Diplegia - Espasticidade - Pé equino.
Adriana Maria Leite Cavalcante Amorim, Clarissa Cotrim dos Anjos
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2009; 4(9):38-43.
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

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