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Volume 4 – Número 10

Paralisia Cerebral: Classificação e tratamento de reabilitação
AMC Souza, A Garcia, CM Louza, FM Gervasio, DS Ribeiro, MMM Sposito, E Namba, G Freitas, M Nery,
J Gonçalves, VN Medeiros, S Daher, JA Teixeira
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2010; 4(10):2-25.
Verificação de correlação entre o sistema de classificação da função motora grossa (GMFM) e o protocolo de triagem do comportamento motor (TriCom) na paralisia cerebral
Indivíduos com paralisia cerebral apresentam alterações na postura e movimento e, desta forma, participam de programas de reabilitação multidisciplinar. Para tanto, realizam-se diferentes avaliações que visam verificar as suas capacidades. Um sistema de classificação utilizado internacionalmente é o GMFCS (Gross Motor Function Classification System) realizado por observação direta do indivíduo e geralmente aplicado por profissionais de reabilitação. Outra proposta de classificação é o TriCom (Protocolo de Triagem do Comportamento Motor) que viabiliza a classificação das funções motoras por meio de entrevista com o cuidador. Devido à existência de dois sistemas de classificação, é importante a realização de pesquisas que verifiquem a correlação entre os sistemas, propiciando uma escolha mais adequada da equipe de reabilitação. O objetivo deste trabalho é verificar a correlação entre o GMFCS e o TriCom para classificação de indivíduos com paralisia cerebral. O índice de concordância de Kappa entre o TriCom e o GMFCS foi de 0,577. Alguns itens apresentados no TriCom podem ser modificados e, principalmente, o TriCom necessita oferecer explicações mais detalhadas de algumas questões para possibilitar uma resposta mais adequada do cuidador e aumentar o índice de concordâncias entre os sistemas. Apesar de o TriCom ser uma opção necessária para equipe multidisciplinar necessita melhor adequação de suas pontuações.
Descritores: Paralisia cerebral – Classificação – Reabilitação – Limitação de mobilidade.
Carlos Bandeira de Mello Monteiro, Melissa Rodrigues de Mattos, Marília Mendes Chiaradia, Tais Brasil, Michele S-chultz Ramos de Andrade
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2010; 4(10):26-33.
Evolução das habilidades sensório-motoras em crianças com paralisia cerebral após tratamento fisioterapêutico
Este estudo longitudinal de caráter observacional objetivou identificar limitações de desenvolvimento e de funcionalidade e verificar a evolução das habilidades sensório-motoras de crianças com paralisia cerebral após tratamento fisioterapêutico. Vinte e sete (27) crianças com paralisia cerebral que frequentavam o Setor de Fisioterapia da Associação Pestalozzi de Goiânia foram avaliadas com a aplicação do Inventário Portage Operacionalizado (IPO) ao início e três meses após intervenção. O desempenho funcional das crianças foi classificado pelo Gross Motor Function Classification System (GMFCS). Os dados evidenciaram que, segundo o GMFCS, a maioria das crianças (56%) possuía grave comprometimento motor (níveis IV e V de funcionalidade). Os resultados do IPO revelaram evolução significativa na pontuação geral (p < 0,02), nas áreas de estimulação infantil (p<0,03), socialização (p<0,02) e desenvolvimento motor (p<0,04) após o tratamento fisioterapêutico. As áreas com maior comprometimento foram autocuidado e cognição e linguagem. Este estudo apontou para a importância do IPO na análise da evolução sensório-motora de crianças com paralisia cerebral, no planejamento e na eficácia das estratégias de intervenção terapêutica adotadas.
Descritores: Paralisia cerebral – Desempenho funcional – Reabilitação.
Fernanda Dorneles de Morais, Cibelle Kayenne Martins R. Formiga, Fabiana Pavan Viana
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2010; 4(10):34-39.
Desenvolvimento de tecnologia assistiva de baixo custo
Este artigo apresenta o desenvolvimento de um apoio cervical para pessoas com deficiência que possuam baixo controle dos movimentos da cabeça. O dispositivo foi desenvolvido com o intuito de minimizar o desconforto desses pacientes, bem como auxiliar numa postura neutra em frente ao computador, para que consigam manter a cabeça ereta por tempo suficiente para a realização de atividades, sem, contudo, imobilizá-los totalmente. Além disso, os requisitos para o desenvolvimento foram: fabricação de baixo custo, ser passível de fabricação caseira, ser compatível tanto com os usuários quanto com as cadeiras de rodas de diferentes modelos. A metodologia de projeto empregada foi a de ecodesign para o desenvolvimento de produtos sustentáveis, segundo a qual são descritas neste artigo as etapas de observação dos usuários, levantamento de questões ergonômicas referentes à situação observada, geração e seleção de alternativas para o desenvolvimento do equipamento, fabricação do protótipo e testes funcionais com os usuários. O apoio ergonômico de cervical é um equipamento versátil, uma vez que se adaptou tanto aos usuários, quanto às suas cadeiras de rodas. O equipamento pode ser um substituto para dispositivos de contenção de movimentos espásticos involuntários. O apoio também se tornou uma alternativa viável para a maioria das famílias do projeto, uma vez que o custo do apoio ergonômico é baixo e tem fácil construção.
Descritores: Ergonomia – Tecnologia assistiva.
Regina de Oliveira Heidrich, Güeba Medina, Fabrício André Peirano Salce
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2010; 4(10):40-45.
Importância da adaptação de cadeira de rodas de baixo custo para paciente com paralisia cerebral tetraparético espástico
A postura adequada na cadeira de rodas é aquela que envolve o menor gasto energético no trabalho muscular, e sua má prescrição pelo fisioterapeuta pode exacerbar os problemas ligados às limitações funcionais e à deficiência da pessoa tetraparética. O objetivo deste estudo foi oferecer conhecimento sobre adaptação de baixo custo da cadeira de rodas para um paciente com paralisia cerebral do tipo tetraparético espástico. A adaptação da cadeira de rodas foi realizada com materiais de baixo custo, como espaguete de piscina, EVA e pedaços de madeira. Pôde-se observar melhora importante na postura do paciente com o uso da cadeira adaptada.
Descritores: Cadeira de rodas – Paralisia cerebral – Equipamentos adaptados.
Juliana Carla Gomes, Rúbia Santinho Freitas, Tamara Oliveira da Silva, Vanessa Cristina Waetge Pires de Godoy, Eugênia Rodrigues Pires, Priscilla Lanzillotta
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2010; 4(10):46-51.
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

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