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Volume 3 – Número 8

Análise dos efeitos da terapia de contenção e uso forçado em crianças portadoras de paralisia cerebral do tipo hemiplegia espástica
Foi avaliada a eficácia de um protocolo de tratamento baseado na terapia de contenção do movimento do membro superior sadio por meio de órtese, e o uso forçado do membro plégico em duas crianças com paralisia cerebral (PC) do tipo hemiplegia espástica. O protocolo de tratamento foi aplicado em período de 15 dias contínuos, durante três horas diárias de contenção, sendo duas horas para tratamento fisioterapêutico e ume hora livre para realização de AVD´s, ainda sob contenção e supervisão. As crianças foram avaliadas antes do início da aplicação do protocolo e reavaliadas no final, utilizando-se o Protocolo de Desempenho Físico de Fugl-Meyer e o Teste de Habilidade Motora do membro superior (THMM). No Protocolo de Desempenho Físico de Fugl-Meyer, observou-se melhora de 20% do sujeito 1 e de 15% do sujeito 2. Com relação ao THMM, a pontuação da habilidade funcional dos sujeitos 1 e 2 evoluiu, respectivamente, 19% e 31%. A análise da qualidade do movimento apresentou melhora de 21% no sujeito 1 e de 31% no sujeito 2. As crianças apresentaram ainda, melhoras na percepção, funcionalidade, ganho de ADM, especialmente de punho e dedos, e melhora da motricidade do membro afetado. Esses resultados indicam melhora na habilidade e na qualidade da realização dos movimentos funcionais das duas crianças, sugerindo que a terapia de contenção e uso forçado constitui mais uma importante ferramenta no tratamento de crianças com PC.
Alessandra Trapani, Analu Ribeiro Nicola
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 20087; 3(8):
Avaliação do esquema e imagem corporal em crianças com paralisia cerebral do tipo diplégico
A proposta deste trabalho foi avaliar a imagem e esquema corporal de crianças com Paralisia Cerebral (PC) do tipo diplégica atendidas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Maceió, Alagoas. Foram analisados desenhos da figura humana realizados antes e após intervenção fisioterapêutica com enfoque na psicomotricidade. Esses desenhos serviram como meio demonstrativo e comparativo para avaliação da evolução das crianças com relação à intervenção aplicada. A análise do desenho da figura humana foi baseada em F. Goodenough. Participaram do estudo oito crianças de ambos os sexos, com idades entre 4 e 15 anos; sete delas apresentavam alterações na sua imagem e esquema corporal antes da intervenção. Os resultados mostraram melhora após a intervenção, e seis crianças evoluíram a imagem que têm de si mesmas.
Marcelle Cavalcante Cerqueira, Michele Trevisan de Castro
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 20087; 3(8):
Freqüência de crianças pertencentes ao espectro autista numa instituição especializada em deficientes físicos
Com este estudo, buscamos demonstrar que crianças com lesões neurológicas podem apresentar características autísticas, definir a essa numa população de crianças com anormalidades motoras congênitas ou adquiridas, e mapear as patologias acompanhadas do espectro autista. Foram analisadas as fichas de 400 pacientes que passaram por avaliação Hanen entre fevereiro de 2000 e julho de 2002 e foram separadas as fichas das crianças com sintomas evidentes do espectro autista, cujos diagnósticos foram estudados e agrupados. Assim, na população estudada, 10% dos pacientes apresentavam sintomas autísticos; entre eles, 38% tinham o diagnóstico de retardo do desenvolvimento neuropsicomotor e 18% tinham diagnóstico a esclarecer; 55% tinham idade de 4 anos ou mais. A taxa de crianças que passam por avaliação Hanen na Associação de Assistência à Criança Deficiente - ACD pertencentes ao espectro autista é de 10%. Essas crianças chegam na instituição com idade bem mais avançada do que as outras, e 56% delas não têm diagnóstico definido ou têm diagnóstico de retardo neuropsicomotor.
Maria Cristina França Pinto
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 20087; 3(8):
A música clássica induz crianças com paralisia cerebral a expressar seus sentimentos por meio de atividade plástica
O presente artigo visa apresentar os resultados obtidos no trabalho realizado com sete crianças com de paralisia cerebral, no Setor de Arte-Reabilitação da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). O trabalho foi baseado na utilização de duas expressões artísticas em conjunto, a fim de despertar os sentimentos das crianças por meio da audição de músicas clássicas e permitir sua expressão através do desenho.
Marcieli Cristine do Amaral Santos, Ana Alice Francisquetti
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 20087; 3(8):
Desempenho da marcha após treinamento em esteira ergométrica na criança com paralisia cerebral hemiparética
A marcha na criança com paralisia cerebral espástica apresenta características atípicas que envolvem adaptações cinemáticas e morfológicas para permitir o movimento. O propósito deste estudo foi avaliar o desempenho da marcha de crianças com paralisia cerebral hemiparética submetidas a um programa específico de treinamento de marcha em esteira ergométrica e alongamento muscular passivo de membros inferiores. Foram incluídas oito crianças, quatro do sexo feminino e quatro do masculino, com idade média de 10,2 anos [DP 2,8; amplitude de 6 a 14 anos). Os pacientes foram avaliados antes e após o programa que constou de 24 sessões de esteira, distribuídas em dois episódios semanais com duração de 20 minutos de caminhada e 20 minutos de alongamento. Para avaliar o desempenho dos sujeitos foram utilizadas provas de força muscular, teste de coordenação motora de membros inferiores, teste de equilíbrio, e mensuração da amplitude do passo, cadência e velocidade da marcha. As médias dos valores iniciais e finais de coordenação do membro afetado foram, respectivamente, 29,12±5,84 e 35,12±6,35, e no membro não afetado, 35,12±9,67 e 40,25±8,39 repetições/20s; o teste de equilíbrio mostrou-se 1,54s mais rápido; a amplitude do passo aumentou 0,08m, com diminuição da cadência em 0,15 passos/s, e a velocidade máxima passou de 1,67±0,22 para 1,89±0,15m/s (p<0,05). A força aumentou em todos os músculos, principalmente no quadríceps do membro afetado e no glúteo máximo bilateralmente. Concluiu-se que o programa de treinamento específico com esteira e alongamento muscular foi eficaz e pode ser uma alternativa para tratamento de marcha nestas crianças.
Marcela Regina de Camargo, Carolina Lundberg, Leila Suzuki Saita, Regina Célia Turolla de Souza
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 20087; 3(8):
Avaliação das atividades funcionais de criança com paralisia cerebral em escola regular: Um estudo de caso em terapia ocupacional
Foi avaliada a aplicabilidade da Avaliação da Função na Escola para identificar pontos fortes e limitações funcionais de uma criança de 7 anos com paralisia cerebral tipo diparesia espástica, inserida em escola regular. A professora respondeu aos itens da escala informando sobre o desempenho da aluna no ambiente escolar. Os resultados indicaram que a participação da criança foi mais limitada nos ambientes da escola que exigiam desempenho de tarefas físicas como no pátio/ recreio (correr, arremessar bola) e no uso do banheiro (dar descarga, manipular roupas). Nestes ambientes, a avaliação explicitou a dependência da criança em relação às ações da professora em função da falta de oportunidade dada a ela para participar de tarefas. Em relação aos aspectos cognitivo/comportamentais requeridos na escola, não há limitações; pelo contrário, consistem em pontos favorecedores da inclusão. Destaca-se que a professora forneceu os dados fundamentais aferidos pela escala revelando conhecer as limitações e os potencias da criança no processo de avaliação realizado, possibilitando verificar a aplicabilidade da escala no contexto escolar brasileiro público.
Daniela Baleroni Rodrigues Silva, Cláudia Maria Simões Martinez
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 20087; 3(8):
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

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