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Volume 3 – Número 7

Perfil dos pacientes adultos portadores de lesões encefálicas adquiridas que chegam a uma instituição filantrópica especializada em deficiência física
O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de traçar o perfil epidemiológico dos pacientes adultos portadores de lesões encefálicas adquiridas que chegam à Associação de Assistência à Criança Deficiente – AACD. Foram analisadas as fichas de 205 pacientes que passaram em avaliação inicial entre janeiro de 2000 e dezembro de 2003. A etiologia dos quadros foi dividida em: seqüelas de trauma crânio-encefálico e seqüelas de acidente encefálico não-traumático. Foram computados e cruzados dados das etiologias, sexo, idade, nível de escolaridade, renda familiar, zona residencial e tempo decorrido entre a lesão e a chegada à instituição. Setenta e cinco por cento dos pacientes eram portadores de seqüelas de acidente encefálico não-traumático, sendo 59% do gênero masculino. A média de idade foi de 45 anos, e 43% tinham menos do que oito anos de escolaridade; 67% tinham renda familiar de até US$ 400; 72% residiam na capital. O tempo médio de chegada à instituição após a lesão foi de 25 meses. A grande maioria dos pacientes era portadora de seqüelas de acidente vascular encefálico. A causa mais freqüente de trauma crânio encefálico em mulheres foi acidente automobilístico. Pessoas com nível de escolaridade superior procuram a instituição mais cedo.
Maria Cristina França Pinto
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2007; 3(7):2-6.
Correlação entre tono, força e função motora na paralisia cerebral tetraparética espástica
Este estudo objetivou analisar a interferência do tono e força muscular nas funções motoras de crianças com paralisia cerebral tetraparética (PC-T) espástica. Foram avaliadas 15 crianças com diagnóstico de PC-T espástica, na faixa etária de 3 a 7 anos de idade. O tono foi avaliado pela escala de Durigon e Piemonte (1993) e a versão modificada de Ashworth (1987); a força muscular, pela avaliação do Medical Research Council, e a função motora, pela escala GMFM-66. Observou-se correlação fraca entre tono e força muscular, e entre tono e função motora (coeficiente de Spearman r < 0,6), e correlação forte (r >0,8) entre a força e a função motora. A fraqueza muscular é o principal fator de interferência nas funções motoras de crianças com PC-T espástica.
Cristina Iwabe, Ana Maria Sedrez Gonzaga Piovesana
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2007; 3(7):7-11.
Elaboração, aplicação e avaliação do Protocolo de Triagem do Comportamento Motor (TriCoM) de crianças de a anos com seqüelas de paralisia cerebral
O presente artigo apresenta a elaboração, aplicação e avaliação do Protocolo de Triagem do Comportamento Motor (TriCoM) junto a crianças de 4 a 6 anos com seqüelas de paralisia cerebral, baseando-se no instrumento GMFCS. A proposta é que o TriCoM seja aplicável como entrevista estruturada aos cuidadores de crianças com paralisia cerebral, visando ser um instrumento de triagem. O TriCoM foi aplicado a cuidadores de cinco crianças com seqüelas de paralisia cerebral na faixa etária de 51 a 69 meses de idade, e para verificar a coerência do TriCoM, os dados coletados foram comparados com dados obtidos com a aplicação do GMFCS. Os resultados demonstram que o nível em que a criança se encontra de acordo com o GMFCS é inversamente proporcional ao escore obtido no TriCoM, ou seja, quanto menor o nível de classificação no GMFCS, maior a pontuação atingida no TriCoM, já que o nível do GMFCS varia de forma decrescente em relação ao melhor desempenho motor possível (nível 1). Ficou clara a coerência entre os dados obtidos com a aplicação do TriCoM e do GMFCS, atestando sua aplicabilidade como instrumento para triagem de crianças com paralisia cerebral na faixa etária proposta.
Lilian Cláudia da Rocha e Silva, Luzia Iara Pfeifer
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2007; 3(7):12-8.
Influência do fortalecimento muscular nas funções motoras de indivíduos com paralisia cerebral diparética
Este estudo objetivou verificar a aplicabilidade de um protocolo de fortalecimento muscular nas funções motoras de crianças com paralisia cerebral diparética (PC-D). Foram analisadas três crianças com PC-D de ambos os sexos, na faixa etária de 6 a 10 anos de idade, sem deformidades ortopédicas estruturadas. Foi realizada a avaliação da função motora (segundo a escala GMFM-66) para posterior aplicação do protocolo de fortalecimento muscular pré-elaborado. Após três meses, as crianças foram reavaliadas pelos mesmos parâmetros. Observou-se aumento do escore geral do GMFM-66 em todas as dimensões analisadas. O treino de fortalecimento muscular melhorou a realização das funções motoras nos indivíduos com PC-D.
Marieli Torricelli Brunelli, Thânia Priscilla Moutinho, Cristina Iwabe
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2007; 3(7):19-22.
O desenho como forma de expressão de crianças com mielomeningocele
O objetivo desse artigo foi demonstrar que o desenho livre é uma representação da maneira como cada indivíduo vê e sente o mundo e a si próprio, e que, portanto, ao comunicar estados emocionais, que passam despercebidos, pode ser utilizado como instrumento de diagnóstico. Esse estudo foi realizado no Hospital Abreu Sodré, com crianças de 5 a 14 anos com mielomeningocele. Foram coletados dois desenhos, um durante a internação e outro no dia da alta, para analisar a representação desses dois momentos. Foram aplicados questionários para os pais, um protocolo de observação do desenho e do aparente estado emocional da criança durante o atendimento, e o depoimento do paciente sobre o seu desenho. Observou-se, claramente, por meio da diferença dos trabalhos da “alta” em relação aos da internação, e mediante a observação da criança e indicadores interpretativos simbólicos, como a expressão por meio do desenho denuncia os verdadeiros sentimentos e emoções. O desenho traz elementos para que a equipe de saúde possa conhecer melhor as necessidades de seu paciente, ganhando mais uma possibilidade de interferir para amenizar o sofrimento e a tensão causados por uma internação hospitalar.
Gersony Silva, Ana Alice Francisquetti
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2007; 3(7):23-30.
Relação entre diagnóstico de anormalidades motoras congênitas ou adquiridas na infância e nível de escolaridade de mães e renda familiar
Este estudo verificou se o nível econômico e cultural dos pais de crianças brasileiras portadoras de anormalidades neurológicas exerce influência sobre os diagnósticos. Foram analisados os diagnósticos de 400 crianças que passaram por avaliação inicial Hanen de linguagem entre julho de 1998 a julho de 2001. Esses dados foram relacionados com a renda familiar e com o nível de escolaridade das suas mães. Observou-se que crianças paralisadas cerebrais pertencentes a famílias com renda familiar > R$ 2.400,00 têm comprometimento motor mais leve do que crianças provindas de famílias de renda baixa, mas têm outros diagnósticos não ligados a problemas sociais. O nível de escolaridade da mãe não exerce influência no diagnóstico neurológico da criança.
Maria Cristina França Pinto
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2007; 3(7):31-33.
Análise da intervenção ritmo-musical em crianças com diagnóstico de paralisia cerebral diparética espástica: Estudo de caso
Este estudo se refere à aplicação de estímulos rítmicos musicais a uma criança com paralisia cerebral diparética espástica, com uso de instrumentos musicais de percussão e expressão corporal embasados em músicas do acervo folclórico infantil brasileiro. Com essas intervenções buscamos a melhora da coordenação motora e da marcha, considerando pesquisas realizadas nos EUA e Europa que apontam o ritmo musical como potencializador da ação motora e da marcha em pacientes neurológicos. Antes e depois da intervenção sonora, a coordenação motora grossa e a marcha foram avaliadas por meio de protocolo de Intervenção Sonoro-rítmico-musical, da aplicação da escala GMFM e em Laboratório de Marcha. Foi observada modificação sutil nos parâmetros analisados, indicando, todavia, alterações importantes com relação à motricidade.
Marilena do Nascimento, Clara Ikuta, Maria Cristina Santos Galvão, Mauro Morais Filho, Maria Lúcia Barbosa Yamashita, Silvia Regina Carvalho
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2007; 3(7):34-38.
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