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Volume 2 – Número 4

O fortalecimento muscular na paralisia cerebral do tipo espástico
O fortalecimento muscular tem surgido como uma nova abordagem de tratamento para pacientes com paralisia cerebral, embora ainda seja tema pouco abordado e pesquisado. O presente estudo é uma revisão bibliográfica de artigos datados de 1995 a 2005, nos quais se podem observar os benefícios que o treino com carga proporciona em pacientes com paralisia cerebral do tipo espástico, entre eles melhora da postura, melhora da marcha e de sua velocidade, melhora dos movimentos funcionais e a não influência sobre a espasticidade.
Cejane Oliveira Martins Prudente, Andréia Alves Mendonça, Janaína Liberato Curtarelli²
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 2(4):4-9.
Toxina botulínica tipo A para o tratamento da espasticidade nos membros inferiores em pacientes com paralisia cerebral
Foi avaliado o uso de toxina botulínica tipo A - BOTOX® no tratamento de 58 pacientes com paralisia cerebral e espasticidade sem deformidade nos membros inferiores atendidos em unidade de reabilitação de consultório particular e acompanhados por pelo menos 12 meses. Esses pacientes foram clinicamente avaliados quanto às condições que poderiam aumentar o grau de espasticidade e essas foram previamente tratadas. Os pacientes que apresentavam deformidades ou encurtamento muscular severo foram excluídos do estudo. Realizamos o bloqueio com o uso de estimulação elétrica em todos os pacientes tratados e usamos a toxina botulínica tipo A - BOTOXâ. O protocolo de avaliação incluiu: reflexos osteotendinosos, clônus, espasticidade conforme medida obtida pela aplicação da escala modificada de Ashworth, goniometria, atividades da vida diária, outras atividades funcionais e observação da marcha. Com este protocolo, o escore variou de 0 a 222 pontos. Foram filmados todos os pacientes que mostravam dificuldades devido à espasticidade, o exame físico e o padrão da marcha. O vídeo foi padronizado e analisado por dois avaliadores independentes antes e depois do procedimento (T1 = mediana, 14 dias depois) e no final (T2 = mediana, 5 meses depois). Os resultados revelaram melhora significativa na primeira avaliação pós-procedimento e na avaliação final após o tratamento. No escore total, a melhora foi de 33,52% e 50,34% nas avaliações pós-procedimento e final, respectivamente, e na escala modificada de Ashworth foi de 56,72% e 75,76%.
M. Matilde M. Spósito
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 2(4):10-5.
Toxina botulínica tipo A para o tratamento da espasticidade nos membros superiores em pacientes com paralisia cerebral
Foi avaliado o uso de toxina botulínica tipo A - BOTOX® no tratamento de 22 pacientes com paralisia cerebral e espasticidade sem deformidade nos membros superiores atendidos em unidade de reabilitação de consultório particular e acompanhados por pelo menos 12 meses. Esses pacientes foram clinicamente avaliados quanto às condições que poderiam aumentar o grau de espasticidade e essas foram previamente tratadas. Os pacientes que apresentavam deformidades ou encurtamento muscular severo foram excluídos do estudo. Realizamos o bloqueio com o uso de estimulação elétrica em todos os pacientes tratados e usamos a toxina botulínica tipo A - BOTOXâ. O protocolo de avaliação incluiu: reflexos osteotendinosos, clônus, espasticidade conforme medida obtida pela aplicação da escala modificada de Ashworth, goniometria, atividades da vida diária e outras atividades funcionais. Com este protocolo, o escore variou de 0 a 330 pontos. Foram filmados todos os pacientes que mostravam dificuldades devido à espasticidade, o exame físico e o padrão das atividades da vida diária. O vídeo foi padronizado e analisado por dois avaliadores independentes antes e depois do procedimento (T1 = mediana, 13 dias depois) e no final (T2 = mediana, 4,5 meses depois). Os resultados revelaram melhora significativa na primeira avaliação pós-procedimento e na avaliação final após o tratamento. No escore total, a melhora foi de 27,49% e 34,67% nas avaliações pós-procedimento e final, respectivamente, e na escala modificada de Ashworth foi de 51,53% e 69,70%.
M. Matilde M. Spósito
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 2(4):16-20.
Paralisia cerebral: Avaliação do grau de satisfação do usuário de tecnologia assistiva em sedestação
O portador de paralisia cerebral apresenta alterações de tônus e padrões anormais de movimento, interferindo na aquisição das reações posturais, dificultando alinhamento e retificação durante a realização das atividades diárias e manutenção contra a gravidade em diversas posturas. Para propiciar melhoras sensório-motoras, o posicionamento adequado é fundamental, devendo fazer parte do atendimento fisioterapêutico, possibilitando variações posturais, favorecendo a funcionalidade e a interação com o meio. Apesar de a variação de posicionamento ser importante no programa terapêutico, a possibilidade de ter uma cadeira de rodas adaptada e que, principalmente, propicie uma posição funcional é importante no tratamento da paralisia cerebral. O conhecimento da tecnologia assistiva é fundamental, pois ela permite o desenvolvimento e a aplicação de dispositivos que aumentam ou restauram a função humana. A proposta deste trabalho é quantificar o grau de satisfação dos usuários de tecnologia assistiva em sedestação com a aplicação da QUEST, que permite identificar as fontes de satisfação e insatisfação do usuário e determinar quais são os itens considerados mais importantes e satisfatórios pelo usuário. Verificou-se elevado grau de satisfação dos usuários de tecnologia assistiva em sedestação, mostrando que os itens que obtiveram maior grau de satisfação foram eficiência nas atividades de vida diária, conforto e segurança, demonstrando que, além de posicionamento adequado, a adequação da postura sentada oferece maior habilidade de atividades funcionais. .
Fernanda Cezário Sanchez, Zodja Graciani, Carlos Bandeira de Mello Monteiro
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 2(4):21-5.
Lazer, escola e ocupação do tempo livre: Análise de relatos de alunos com paralisia cerebral
O presente estudo investigou a rotina de vida de crianças e adolescentes com seqüelas de paralisia cerebral, segundo sua própria perspectiva. Por meio do relato de 26 alunos de classes especiais para deficientes físicos da cidade de Marilia, foram analisadas as atividades que fazem parte da rotina de alunos com paralisia cerebral. Os resultados indicaram que os alunos com paralisia cerebral participam de atividades sociais, escolares, reabilitação, vida diária, recreação e lazer; que as atividades individuais prevalecem sobre as atividades coletivas, e que as condições motoras de independência de movimentação e deambulação interferem diretamente na busca de atividades de recreação e lazer.
Lígia Maria Presumido Braccialli, Walkiria Gonçalves Reganhan, Eduardo José Manzini
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 2(4):26-35.
Aspectos psicossociais e cognitivos da criança epiléptica
Este trabalho teve o intuito de verificar os possíveis vínculos entre condição epiléptica, reações psicossociais e o nível cognitivo em 10 crianças portadoras de epilepsia, e compará-los com outro grupo de 10 crianças sem qualquer condição neurológica. As crianças estudadas tinham entre 7 e 14 anos, eram de ambos os sexos e pertenciam à classe econômica baixa. Foram utilizados como instrumentos um questionário especificamente elaborado, um teste projetivo (HTP) e um teste de inteligência (WISC). As crianças epilépticas apresentaram comportamentos singulares como: teimosia (80%), agressividade (70%), nervosismo (60%), baixa auto-estima (60%), dentre outros. O desempenho no teste de inteligência das crianças epilépticas foi inferior ao do grupo-controle, apesar de 60% apresentarem variação considerada normal da inteligência. Foram freqüentes déficits cognitivos relacionados à lentidão multimodal, atenção e memória. A epilepsia em si não gera todos estes comportamentos e sentimentos demonstrados, mas fragiliza os indivíduos que, mesmo vivendo em diferentes ambientes, apresentam comportamentos semelhantes. A atenção dirigida só para o controle das crises impede melhor qualidade de vida e contribui para a falta de controle das condições geradoras de estresse na doença crônica.
Marina Nery Machado
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 2(4):36-49.
Os impactos iniciais da inclusão de criança com deficiência no ensino regular: Um estudo sobre a inclusão escolar de uma criança com paralisia cerebral
Fundamentando-se na afirmativa de que "a inclusão escolar parte do princípio da diversidade cultural, lingüística, étnica, e de condições físicas como um fato a ser absorvido pela escola, e a escola aberta para a diversidade exige que se transponham limitações e se rompam barreiras excludentes de pessoas que são diferentes entre si, inclusive aquelas com deficiência, e as que demonstrem dificuldades em relação às suas possibilidades acadêmicas", relata-se o caso da inclusão em ensino regular de um aluno do sexo masculino, nascido em 1991, portador de paralisia cerebral do tipo coreoatetóide, e com severo comprometimento motor.  .
Yara Tereza Taccola Andretto
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 2(4):50-3.
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

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