Fecha todos | Abre todos


Volume 1 – Número 3

Pesquisas sobre a preensão em crianças normais e crianças com paralisia cerebral
O desenvolvimento e o comportamento motor da preensão em crianças têm sido tema de várias pesquisas. Neste estudo, revisamos investigações sobre a preensão em crianças normais e naquelas com paralisia cerebral. São discutidas importantes implicações para intervenções clínicas e futuras pesquisas.
Daniel Marinho Cezar Cruz, Maria Luisa Guillaumon Emmel
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(3):4-11.
Tratamento das deformidades em eqüino de pacientes portadores de paralisia cerebral do tipo diplégico espástico mediante injeção de toxina botulínica tipo a em músculos gastrocnêmios
Os autores apresentam os resultados do estudo retrospectivo de 20 pacientes diplégicos portadores de Paralisia Cerebral (PC) espástica  e deformidades  em eqüino, tratados pela injeção de toxina botulínica tipo A em músculos gastrocnêmios. Treze eram do sexo masculino e sete do sexo feminino. A idade dos pacientes variou de três anos e um mês a 13 anos e seis meses, com a média de seis anos e oito meses. Todos eram deambuladores comunitários ou domiciliares e atendiam a protocolo de fisioterapia. Foram realizadas avaliações clínicas da marcha, grau de mobilidade dos tornozelos e uso de órteses suropodálicas - pré-tratamento, dois meses após a aplicação da toxina botulínica e na avaliação final. A melhora funcional foi avaliada pelo  grau de mobilidade dos tornozelos, análise observacional de marcha e facilitação no uso de órteses suropodálicas. A análise estatística dos resultados obtidos mostrou que a injeção intramuscular de toxina botulínica do tipo A  em músculos gastrocnêmios, seguida de tratamento fisioterápico de apoio e utilização de órteses, aumentou o grau de mobilidade, melhorou o padrão de marcha e facilitou a utilização de goteiras suropodálicas, sem a ocorrência de efeitos colaterais. Baseado nesses resultados, os autores concluem que a injeção de toxina botulínica do tipo A em músculos gastrocnêmios  é um método eficaz no tratamento de pacientes portadores de PC do tipo diplégico espástico com deformidade em eqüino.
João Alírio T. Silva Jr, Antônio Augusto Couto de Magalhães, Danilo Masiero, Luciano S. Dias
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(3):12-22.
Importância da adequação da postura corporal durante a alimentação de crianças com alterações sensório-motoras
Verificou-se a importância da adequação da postura corporal durante a alimentação de 10 crianças (1 a 3 anos de idade) com alterações sensório-motoras, observando se a melhora da postura corporal favoreceria o desenvolvimento e adequação das funções estomatognáticas de sucção, mastigação e deglutição, sem desconsiderar a coordenação entre elas e com a respiração. A coleta de dados foi realizada em três etapas: avaliação inicial, intervenção fonoaudiológica durante o período de 10 meses e reavaliação. Todas as sessões foram registradas em protocolo específico, e a avaliação inicial e a reavaliação foram gravadas em videoteipe. A fundamentação teórica deste trabalho foi dada pela abordagem Neuroevolutiva - Método Bobath. A adequação da postura corporal em 90% das crianças durante o processo alimentar levou ao aumento estatisticamente significante da porcentagem de adequação das funções estomatognáticas de sucção, mastigação e deglutição. A postura corporal é um aspecto de fundamental importância e deve ser considerado durante o processo alimentar de crianças com alterações sensório-motoras. Em nosso estudo, a adequação da postura corporal favoreceu de forma significativa o desenvolvimento e adequação das funções estomatognáticas de sucção, mastigação e deglutição, tornando o processo de alimentação mais seguro e eficiente.
Fabíola C. Flabiano, Daniela C. do Val, Ketley C. L. da Silva, Suelly C. O. Limongi
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(3):23-9.
Treino de marcha em esteira ergométrica com retirada parcial de peso em crianças portadoras de paralisia cerebral do tipo hemiparesia espástica
O treino de marcha em esteira ergométrica com retirada parcial de peso vem se apresentando como método alternativo e satisfatório no tratamento fisioterapêutico de pacientes com seqüelas de Acidente Vascular Encefálico (AVE) e Traumatismo Raquimedular (TRM). Esse mesmo método aplicado na reabilitação da marcha de crianças com Paralisia Cerebral (PC) também tem evidenciado resultados positivos. Este estudo lançou mão desse método de treino de marcha em duas crianças com PC do tipo hemiparesia espástica esquerda, com o objetivo de melhorar o seu padrão de marcha. Os recursos utilizados para avaliação dos pacientes foram: Folha de registro de escores do GMFM, goniometria e análise da filmagem da marcha. O protocolo de tratamento foi aplicado duas vezes por semana durante dois meses e seguiu a seqüência: alongamento passivo dos membros inferiores, pesagem dos pacientes, retirada parcial do peso (30%) e treino de marcha em esteira. Após aplicação desse protocolo, as duas crianças apresentaram aumento nos escores do GMFM, aumento dos valores da goniometria, diminuição dos valores da cadência e velocidade e alteração nos comprimentos do passos e passadas (direito e esquerdo). A partir da análise desses parâmetros, evidenciou-se que o treino de marcha em esteira ergométrica com retirada parcial de peso trouxe bons resultados na melhora do padrão de marcha desses pacientes.
Aline Silva de Oliveira, Andréa Calixto Abdalla, Flávia Martins Gervásio, Cejane Oliveira Martins Prudente
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(3):30-9.
Apresentação quantitativa do impacto na independência física e mobilidade de portadores de paralisia cerebral
Foram estudadas 25 crianças com PC distribuídas em cinco grupos, de acordo com a classificação da função motora grossa proposta pelo GMFCS - Gross Motor Function Classification System. Todas elas foram avaliadas em relação ao impacto da PC em seu estilo de vida com a aplicação do LAQ-CP - Lifestyle Assessment Questionnaire for Cerebral Palsy, do qual foram utilizadas, para os fins deste estudo, as dimensões Independência Física e Mobilidade. Em ambas as dimensões os escores aumentaram de acordo com a gravidade da doença (quanto maior o escore, maior o impacto da doença no estilo de vida da criança e familiares). Quanto à Independência Física, as diferenças entre o grupo V e o grupo I e entre o grupo V e o grupo II foram significativas. Quanto à Mobilidade, as comparações múltiplas não evidenciaram diferenças entre os grupos I, II e III nem entre os grupos IV e V, mas as crianças dos grupos IV e V apresentaram escores maiores que as crianças dos grupos I, II e III. Na comparação entre as duas dimensões, as crianças apresentaram maior dificuldade na Mobilidade. Estes achados são importantes para que o fisioterapeuta possa organizar um programa terapêutico que propicie benefícios funcionais para o paciente e melhore a realização de atividades no dia-a-dia, além de fornecer subsídios que possibilitam futuras comparações indicativas de melhoras na função motora grossa do paciente.
Talita Bocalil, Carlos Bandeira de Mello Monteiro
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(3):40-3.
Displasia espondiloepifisária: Relato de caso
A incidência da displasia espondiloepifisária varia de 1 a 4 por milhão de pessoas, dependendo de sua forma, levando a acometimento primário da coluna e epífises de ossos longos, podendo cursar com instabilidade atlanto-axial e escolioses nas formas congênitas ou dorsalgia nas formas tardias. Apresentamos um caso congênito submetido à artrodese posterior C1-C2 e epifisiodese de geno valgo, além de outros dois casos tardios com alterações vertebrais leves e comprometimento coxofemoral mais importante. São discutidos aspectos epidemiológicos, clínicos, radiológicos e de tratamento.
Sérgio Daher, Newton Antonio Tristão, André Luiz P. Cardoso, Frederico Barra de Moraes, Zeno Augusto de Sousa Júnior, Wilson Eloy Pimenta Jr., Murilo Tavares Daher, Renato Tavares Daher
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(3):44-49.
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

 © 2012 - ABPC - Associação Brasileira de Paralisia Cerebral - Todos os direitos reservados.