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Volume 1 – Número 2

Gerador de padrão central da locomoção humana: Uma visão neurofuncional e prática na reabilitação
O desafio para o neurocientista ou quem estuda a neurociência é aliar-se aos conhecimentos fornecidos ou brindados pelas experiências em animais e modelos humanos, ao trabalho prático na reabilitação de um sistema nervoso central lesado. As últimas teorias dos circuitos neurais envolvidos na locomoção nos levam a uma nova abordagem terapêutica na reabilitação. Geradores de padrão central (GPC) já foram identificados e analisados em mais de cinqüenta sistemas motores rítmicos, incluindo aqueles que controlam comportamentos tão diversos quanto andar, nadar, respirar ou voar. Vários estudos estão sendo desenvolvidos a partir do treino de marcha com a utilização de esteira com retirada parcial de peso em pacientes com lesões neurológicas encefálicas ou medulares, obtendo bons resultados em muitos casos.
Cintya Maria Louza, Luciano Bernardes Macedo
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):4-10.
Música e deficiência: levantamento de adaptações para o fazer musical de pessoas portadoras de deficiência física
O artigo consiste em um levantamento das adaptações que podem colaborar com o fazer musical de pessoas portadoras de deficiência física evidenciando o seu uso para a prática musical no âmbito pedagógico e terapêutico. As adaptações estão divididas em: naturais; escrita musical; técnica musical; instrumento musical; mobiliário; dispositivos.
Viviane dos Santos Louro, Marilena F. Nascimento, Clara Yoko Shimoda Ikuta
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):11-8.
Consenso sobre o uso da toxina botulínica na paralisia cerebral
Devido à variedade clínica apresentada pelos pacientes com paralisia cerebral (PC) e ao caráter evolutivo e pleomorfo das manifestações motoras, o tratamento dessa enfermidade requer estratégias amplas e multidisciplinares. Comungando com este princípio, a partir da década de 1980 a toxina botulínica (TB) tem se tornado uma etapa importante na reabilitação de pacientes com PC, principalmente nos aspectos referentes à espasticidade e às distonias. Apesar do reconhecimento global acerca da necessidade da utilização de TB no tratamento de pacientes com PC, as estratégias de tratamento, músculos escolhidos e doses a serem aplicadas ainda são bastante díspares, muitas vezes em uma mesma região brasileira. Com o objetivo de tentar uniformizar condutas para a utilização de TB em pacientes com PC, reuniram-se fisiatras, neurologistas e ortopedistas para a elaboração de sugestões para avaliação e aplicação de TB nas formas mais comuns de espasticidade e distonia secundárias à PC.
Ailton Melo, Ana Paula Gabrieli, Bernardo Rodrigues, César Lima, Daniel Bocchese Nora, Eduardo Cardoso, Elizabeth Quagliato, Glícia Pedreira, Irênio Gomes, Juliane Avena, Luís Botelho, Lucia Granero, Maria Ângela Gianni, Maria de Lourdes Galvão, Mauro Araujo, Nildo Ribeiro, Rita Lucena, Rosa Maria Martinez, Vítor Tumas
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):18-25.
O brincar e a realidade de aprendizagem da criança com deficiência física decorrente de paralisia cerebral
Este estudo com 12 crianças (5 a 10 anos de idade) com paralisia cerebral visou verificar a relação entre o estímulo a brincadeiras que a criança deficiente física recebe da família nos primeiros meses de vida, o desempenho no processo de aprendizagem e a fase de desenvolvimento conforme a Teoria de Piaget. Os resultados evidenciaram que apenas as crianças que receberam muito estímulo para brincar nos primeiros meses de vida (25%) apresentaram ritmo dentro da normalidade para a aprendizagem e etapa de desenvolvimento adequada para a idade, apesar da deficiência física. Estes achados indicam a necessidade de uma orientação mais específica, ou mesmo um “ensinar a fazer” para os pais ou responsáveis, em relação à importância do “brincar” no desenvolvimento e na aprendizagem da criança.
Ivani Corrêa Helfer, Roseli Duarte de Oliveira, Sonia Maria Pinc Miosso
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):26-35.
Utilização do PEDI para correlação das dificuldades de crianças com paralisia cerebral espástica de acordo com seu diagnóstico disfuncional
O presente artigo apresenta dados coletados a partir da aplicação do inventário PEDI em amostra composta de 12 crianças com paralisia cerebral espástica, divididas de acordo com seu diagnóstico disfuncional em diparéticas, hemiparéticas e tetraparéticas. São discutidas as dificuldades características de cada criança em relação ao seu diagnóstico disfuncional.
Nathalia Neri de Jesus, Geruza Perlato Bella
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):36-41.
Perda auditiva sensorioneural e comprometimento motor em crianças nascidas pré-termo e de muito baixo peso
Estudo de coorte em uma população dos 0 aos 24 meses de idade cronológica, todos nascidos pré-termo e de muito baixo peso, que tem como objetivo investigar a ocorrência de perda auditiva sensorioneural e da encefalopatia infantil não progressiva. A avaliação auditiva ocorreu por meio da potencial evocado auditivo de tronco encefálico – PEATE e a encefalopatia por exames clínicos médicos e de imagem. A ocorrência de perda auditiva foi de 6,6% (3/45) e de encefalopatia infantil não progressiva de 11,1% (5/45).  Os resultados são concordantes com a literatura que relatam maior freqüência de déficits motores em relação à perda auditiva, além da ocorrência de comorbidades.
Sthella Zanchetta, Cleide Enoir Petean Trindade, Maria Regina Bentlin, Lígia Maria Suppo de Souza Rugolo, Luiz Antônio de Lima Resende
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):42-8.
Gastrostomia endoscópica percutânea em crianças com paralisia cerebral
São apresentados dois casos de crianças portadoras de paralisia cerebral, submetidas a Gastrostomia Endoscópica Percutânea no Centro de Reabilitação e Readaptação (CRER) Dr. Henrique Santillo. Foram analisados os aspectos referentes às indicações, seus efeitos nos parâmetros de saúde e condição nutricional, além dos recursos técnicos disponíveis para realização deste procedimento.
Paulo Adriano de Queiroz Barreto, Paulo Moacir de Oliveira Campoli
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):49-52.
Sistema de classificação da  criança portadora de  paralisia cerebral baseado no desempenho motor
Este trabalho busca divulgar o sistema de classificação de Paralisia Cerebral (PC), baseado no desempenho motor, desenvolvido no Canadá e aceito mundialmente como uma avaliação quantitativa das habilidades motoras e prognóstico preciso da criança com paralisia cerebral.
Ângela Maria Costa e Souza, Cintya Maria Louza, João Alírio Teixeira da Silva Júnior
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2005; 1(2):49-52.
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

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