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Volume 1 – Número 1

Paralisia cerebral
Este artigo é fruto de atual revisão da literatura sobre Paralisia Cerebral (PC), considerando conceito, histórico, classificação, epidemiologia e etiologia da condição. Diagnóstico e prejuízos associados à PC são temas especialmente enfatizados a partir dos conhecimentos mais atuais. Orientações quanto ao tratamento e ao prognóstico são amplamente revisitadas.
José Salomão Schwartzman
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2004; 1(1):4-17.
O uso de órteses no tratamento de crianças com paralisia cerebral na forma hemiplégica espástica
Os profissionais que trabalham na área de reabilitação com pacientes que apresentam paralisia cerebral espástica hemiplégica lidam constantemente com o problema da espasticidade, fator que na maioria das vezes limita a independência nas atividades de vida diária, vida prática e marcha. As órteses constituem um dispositivo mecânico amplamente utilizado como forma de auxílio no tratamento reabilitador deste tipo de clientela. Entretanto na prática existem grandes controvérsias a respeito do uso apropriado deste dispositivo. Este artigo tem como objetivo fazer um levantamento dos tipos de órteses mais utilizados em crianças com diagnóstico de paralisia cerebral espástica hemiplégica e discutir sua efetividade.
Isabela F. Aguiar, Adriana M. V. N. Rodrigues
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2004; 1(1):18-23.
Correlação entre habilidades funcionais referidas pelo cuidador e assistência fornecida a crianças com paralisia cerebral
O presente artigo apresenta dados coletados através do Inventário de Avaliação Pediátrica de Disfunção (PEDI – Pediatric Evaluation Disability Inventory), em amostra de 15 crianças com Paralisia Cerebral. Análise da correlação entre Habilidades e Auxílio do Cuidador indicou relação linear positiva significativa nas áreas de mobilidade e função social. Não se verificou esse tipo de relação na área de autocuidado, indicando que as habilidades da criança identificadas pelo cuidador não se traduzem nas atividades rotineiras do dia-a-dia. Embora se trate de amostra reduzida, são levantadas hipóteses para discussão dos dados obtidos.
Maria Cristina de Oliveira, Lisbeth Kaiserlian Cordani
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2004; 1(1):24-9.
Análise perceptual de mães de filhos com paralisia cerebral sobre atividade de banho
Este estudo teve como objetivo analisar a percepção de mães quanto às dificuldades na realização de tarefas, durante a atividade de banho. Foram participantes duas mães de crianças com Paralisia Cerebral espástica, quadriplégicas severas, listando comportamentos identificados como dificultosos à realização do banho. Após a execução da tarefa, as mães reavaliaram a listagem. Os resultados mostraram que a condição perceptual, no segundo momento de avaliação, foi significativa para qualificar tarefas tidas como dificultosas, considerando aspectos físico-ambientais, do manuseio e os psicológicos. O estudo concluiu que informações sobre o manuseio adequado facilitam novos comportamentos, tanto para a mãe que passa a valorizar reações atípicas do movimento e comportamentos motores mais ajustáveis, quanto para a criança que beneficia o organismo e motiva a sua inter-relação com o meio.
Maria de Lourdes Merighi Tabaqui, Dionísia Aparecida Cussim Lamônica
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2004; 1(1):30-4.
Estudo do desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral diparética espástica utilizando o Pediatric Evaluation os Disability Inventory (PEDI)
Este estudo teve como objetivo traçar o perfil funcional de crianças portadoras de paralisa cerebral (PC) diparética espástica. Foram avaliadas 20 crianças, sendo dez com desenvolvimento normal (que freqüentam a Escola Municipal de Educação Infantil – EMEI – São Paulo) e dez portadoras de paralisia cerebral diparética espástica (que freqüentam o setor de terapia ocupacional infantil da Associação da Assistência à Criança Deficiente – AACD – São Paulo), utilizando o teste funcional padronizado PEDI. Análises comparativas nas três áreas de desempenho funcional mostram diferenças significativas nas áreas de autocuidado e mobilidade. Os resultados revelam que o impacto desta patologia no perfil funcional das crianças foi manifestado, principalmente em atividades que envolvem coordenação bimanual e nas atividades de transferência. Tais resultados podem direcionar estratégias de avaliação e de intervenção em crianças portadoras de paralisia cerebral.
Ana Luiza C. Allegretti, Marisa C. Mancini, José Salomão Schwartzman
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2004; 1(1):35-40.
Influência de fatores de risco biológico nos escores de um teste para detecção de paralisia cerebral em crianças pré-termo
Nesse estudo examinamos o impacto de fatores de risco biológico nos escores da MAI (Movement Assessment of the Infant), que é um teste específico para detecção precoce de paralisia cerebral (PC). A amostragem incluiu 170 recém-nascidos pré-termo (idade gestacional < 37 semanas) que freqüentavam um programa de acompanhamento do desenvolvimento de crianças de risco. O MAI foi aplicado aos 4 meses de idade, sendo examinada a relação entre o número de pontos de risco obtidos no exame e sete variáveis biológicas (sexo, idade gestacional, escores de Apgar, peso ao nascimento, intercorrências neonatais, idade e doenças da mãe). Resultados de regressão múltipla (stepwise) indicaram qye o conjunto de variáveis biológicas contribuiu para explicar uma porção modesta (23%), mas significativa, da variação nos escores do MAI. Das sete variáveis examinadas, apenas a idade gestacional, o sexo (masculino) e o número de intercorrências neurológicas contribuíram de maneira significativa para explicar a variância nos escores do MAI. Os resultados indicam o potencial do MAI como instrumento para detecção precoce de PC, sendo importante continuar examinando a validade do teste para crianças brasileiras.
Lívia C. Magalhães, Fabiana P. Amorim, Maria Lúcia Paixão, Vanessa M. Barbosa, Marisa C. Mancini
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2004; 1(1):41-8.
Bexiga neurogênica não neurogênica (Síndrome de Hinman)
Os autores descrevem o caso de um paciente pediátrico de 11 anos do sexo masculino com bexiga neurogênica não neurogênica recém-diagnosticada e em acompanhamento no Ambulatório de Urologia do CRER. Discutem-se os sintomas e sinais, as teorias que tentam explicar a etiologia da condição e o tratamento medicamentoso da sintomatologia.
Júlio Resplande, Ruiter Ferreira, Cristiane A. M. Teixeira, Ângela Costa Souza, João Alírio da Silva Jr.
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2004; 1(1):49-53.

Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

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